quarta-feira, 19 de novembro de 2008

As mortes de José do Patrocínio

Fotos: Gustavo Landim Soffiati
Morto não pode morrer de novo. Mas parece que conseguiram matar o abolicionista José do Patrocínio duas vezes. Até agora...
Explica-se. Ontem à noite, o responsável por este blog recebeu do chefe de redação do jornal Folha da Manhã, Aluysio Abreu Barbosa, a informação de que o monumento construído sobre a antiga praça do canhão (já abordado aqui) abrigaria o conjunto de esculturas em homenagem à abolição da escravatura que (ainda) está na entrada do Palácio da Cultura.

Mataram José do Patrocínio!


A princesa Isabel (foto abaixo) não chegou a cair.

Algumas outras peças que compõem o conjunto de esculturas estão no interior do Palácio da Cultura, prédio onde também estão os restos mortais do tigre da abolição.

O pior é que as figuras que irão para a Fatia de queijo, além de ficarem expostas aos vândalos de plantão –porque sem a proteção de uma grade como a que há ao redor de todo o Palácio da Cultura–, terão apontadas para elas o canhão da Revolução de 1930!

Patrocínio corre o risco de morrer pela terceira vez! Um primor de anacronismo, falta de respeito com um símbolo regional (e nacional) e mau gosto!

Publicação atualizada em 20/11 (07:15) com inserção do crédito das fotos.

3 comentários:

Gervásio Neto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gervásio Neto disse...

Parabéns pela divulgação deste lamentável episódio. Pelo jeito alguma coisa vai acontecer.....vamos esperar..um abraço

Gustavo Landim Soffiati disse...

Valeu, Neto!